Amanda
Krystian Vieira de Souza1
Cinthia
Feliciano Lourenço1
Dhéssika
Nafez Bazi1
1
Graduanda
em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso.
Saneamento
básico é o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações operacionais
destinado ao atendimento da população que está dividido em quatro pilares:
abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de
resíduos sólidos urbanos e drenagem de água pluviais, segundo a lei 11.445/07.
Apesar
da necessidade desses serviços para garantir a qualidade de vida da sociedade,
não é dada a devida importância a esse setor da infraestrutura, visto que para
o poder público não traz benefício eleitoral. A população desconhece a
obrigatoriedade da prestação desses serviços e muitas vezes nem sabem a
definição, pois de acordo com o instituto Trata Brasil, em cidades com mais de 300
mil habitantes cerca de 31% desconhecem sobre o assunto.
Mesmo
com o crescimento econômico brasileiro e aumento populacional, os investimentos
em saneamento básico não foram suficientes para atender a essa demanda do
crescimento. Segundo Édison Carlos,
Presidente executivo do Trata Brasil, para universalizar os serviços de saneamento
básico, considerando os valores destinados pelo Programa de Aceleração do
Crescimento – PAC, no período de 2007 a 2010 (R$ 40 bilhões), seriam
necessários pelo menos sete PAC’s, ou seja, sete governos priorizando
investimento em saneamento.
Dentre
os problemas ocasionados pela falta de saneamento básico, um dos mais
preocupantes é o relacionado à transmissão de doenças, como amebíase, cólera,
dengue, diarreia, entre outras. As causas da proliferação dessas doenças estão
diretamente ligadas à falta de qualidade do saneamento, como: ambiente poluído,
inadequado destino do lixo, indisponibilidade de água de boa qualidade, má
deposição de dejetos, etc.
De
acordo com a Organização Mundial de Saúde para promover a saúde é
imprescindível que sejam tomadas medidas de controle de qualidade do saneamento
básico. Isso porque o saneamento promove a saúde pública preventiva, diminuindo
a busca por hospitais e postos de saúde, já que com sua implantação reduz o meio
de transmissão. Por isso teve-se a intenção de caracterizar as doenças existentes
em Barra do Garças e relacioná-las ao saneamento básico.
A pesquisa foi feita por meio de coleta de
dados em postos de saúde públicos, através de entrevistas com funcionários. Com
isso verificou-se que o ano de 2013 apresentou altos índices de dengue,
diarreia, sífilis, hanseníase e leishmaniose.
Dentre
as doenças citadas, a dengue e a diarreia são as que estão diretamente ligadas
a situação atual do saneamento básico no município, pois apesar do tratamento
adequado de água, a rede de esgoto não supri a necessidade de toda a população, além
do inadequado manejo de resíduos sólidos e a sua disposição final não ser
realizada de maneira correta. Outro fato preponderante é a ausência de drenagem
pluvial que favorece a existência de água parada e que promove a transmissão de
vetores.
Em
relação aos índices de diarreia, no início de 2014 foram de oito casos no bairro
Campinas e vinte e quatro no Santo Antônio (com saneamento básico inadequado), assim a
localização do bairro e o nível de desenvolvimento econômico da população
interferem na quantidade da incidência desses casos.
A
cidade de Barra do Garças está na fase de elaboração do documento responsável
por regulamentar o saneamento básico que é o Plano Municipal de Saneamento
Básico, nele consta ações e diretrizes para controle e desenvolvimento do
saneamento básico, por isso é importante se atentar para que todos os bairros
sejam atendidos e que possuam saneamento básico, para então evitar aumento dos
casos de doenças e levar qualidade de vidas a essas pessoas.
No
ano de 2012 houve uma concessão que pode vir a melhorar o resultados obtidos, a
compra da Empresa Matogrossense de Água e Saneamento Básico (EMASA) pela Água
de Barra do Garças, do grupo AEGEA. A nova companhia promete investir 67
milhões em sistema de coleta e tratamento de esgoto no município, o que em 2015
atenderá 70% da população, de acordo com AEGEA (2013).
Portanto com as medidas de saneamento básico, é possível garantir
melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e
proliferação de doenças. Nota-se também um perspectiva de melhora
para a situação atual do saneamento básico na cidade de Barra do Garças.
Referências Bibliográficas
BRASIL. Lei nº 11.445, de 5
de janeiro de 2007.Estabelece
diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera
as Leis nos 6.766, de
19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de
1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no6.528, de 11
de maio de 1978; e dá outras providências. Presidência da República
Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11445.htm>. Acesso em 07 mar. 2014.
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Pesquisa
inédita do IBOPE e do Instituto Trata Brasil mostra a percepção da população
sobre saneamento básico. Trata Brasil, 2009. Disponível em: <http://www.tratabrasil.org.br/pesquisa-inedita-do-ibope-e-do-instituto-trata-brasil-mostra-a-percepcao-da-populacao-sobre-saneamento-basico>.
Acesso em 07 mar. 2014.
Doenças
relacionadas com a falta de saneamento. Sanepar Educando, 2010.
Disponível em: <http://educando.sanepar.com.br/ensino_medio/doen%C3%A7-relacionadas-com-falta-de-saneamento>.
Acesso em 07 mar. 2014.
AEGEA. AEGEA assume a EMASA em Barra do Garças. AEGEA, 2013. Disponível
em: <http://www.aegea.com.br/2013/08/05/aegea-assume-a-emasa-em-barra-do-garcas/>.Acesso
em 07 mar. 2014.
ÉDISON CARLOS. Saneamento: duas décadas de atraso. Instituto
Trata Brasil, 2011. Disponível em: <http://www.tratabrasil.org.br/saneamento-duas-decadas-de-atraso>.
Acesso em 07 mar. 2014.
FARIA Caroline. InfoEscola: Saneamento Básico. Disponível
em: <http://www.infoescola.com/saude/saneamento-basico/>. Acesso em 07
mar. 2014.
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