domingo, 30 de março de 2014

Informações estatísticas sobre esgotamento sanitário - Goiânia Goias

Informações estatísticas sobre esgotamento sanitário
Statistical information on sewage
RHAMER, Maick Garcia¹
FERREIRA, Rodrigo Azevedo²
Resumo: O saneamento básico vem sendo uma das preocupações da ONU nos últimos anos, devido 40% da população mundial não possuir acesso a esgotamento sanitário. O Brasil está em um plano de desenvolvimento de políticas de saneamento básico a partir do Plansab, e a cidade de Goiânia está com bons índices de saneamento básico. Sendo que a meta brasileira de universalização é para o ano de 2030, logo tem se muito ainda que investir e muito a desenvolver na área do saneamento básico neste pais.
Palavras-chave: Saneamento básico, esgotamento sanitário, Plansab
Abstract: Sanitation has been a concern to the UN in recent years, because 40% of the world population does not have access to sanitation. Brazil is in a development plan policies for sanitation from PLANSAB, and the city of Goiânia this with good levels of sanitation. Since the Brazilian goal of universalization is for the year 2030, soon has still much to invest, and to develop the sanitation area in this country.
Key words: Sanitation, sewerage, PLANSAB

Introdução
Saneamento básico pode ser compreendido conforme a lei 11.445/07 como conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais e limpeza urbana.
O acesso as condições de saneamento básico é fundamental para a o crescimento populacional, pois propicia qualidade de vida a população e garante direitos básicos. Sendo que a falta de esgotamento sanitário pode contribuir para a proliferação de várias doenças, além do risco de contaminação da agua para consumo devido ao não tratamento do esgoto.
Nível Internacional de Saneamento Básico
O saneamento básico vem sendo uma das preocupações de liderança mundiais a anos conforme a Organizações das Nações Unidas ONU, vem buscando desde da década 70 diante das preocupações em levar agua potável aos países em desenvolvimento econômico e também potencializar o acesso à condições básicas de saneamento.
Segundo estudo publicado pela ONU em 2012 884 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável segura. Se for levado em questão a população mundial obtém-se um índice de 14% de pessoas sem acesso a água potável, sendo as dificuldades para o acesso tanto quanto geográfica como fatores políticos e financeiros.
A quantidade de pessoas que não tem acesso ao conjunto de serviços que consistem o saneamento básico de acordo com dados estatísticos publicados pela a ONU em 2012 chega a 40% da população mundial. Observa-se que a cada 10 pessoas no mundo 4 delas não possuem condições mínimas de saneamento, o que acarreta em inúmeros problemas de ordem social e saúde.
Nível Nacional de Saneamento Básico
O Brasil iniciou em 2007 um plano para levar universalização do saneamento básico no país, com o Plano Nacional de Saneamento Básico Plansab, a qual estabelece diretrizes para os municípios instituírem saneamento básico.
A distribuição de água potável no Brasil conforme pesquisa de levantamento de dados realizada pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento SNIS no de 2011 atinge 82,4% da população. Em quanto o atendimento em coleta de esgoto chega a 48,1% da população, sendo que somente 37,5% deste esgoto gerado recebe algum tipo de tratamento de acordo com o SNIS.
Logo verifica-se o baixo índice de tratamento de esgoto no país, sendo que os destinos dos esgotos coletados e não tratados normalmente são rios e córregos nos municípios, potencializando a poluição dos recursos hídricos e gerando problemas para as populações que dependem dos mananciais afetados.
Em relação ao conjunto de serviços denominados saneamento básico, os índices referentes ao acesso pela população brasileira são de 75% segundo o Programa de Monitoramento realizado pela Organização Mundial de Saúde no ano de 2006, referente a população urbana e rural.
Nível de Saneamento Básico em Goiânia
O Instituto Trata Brasil classificou a cidade de Goiânia em 26ª no ranking de Saneamento Básico em uma pesquisa realizada com as 100 maiores cidades brasileiras. O Instituto classificou o estado de Goiás como o 5º colocado em relação ao índice de saneamento nacional.
A SANEAGO (Saneamento de Goiás S/A) empresa que gerencia o sistema de tratamento de águas e esgoto da cidade de Goiânia, afirma que a cidade possui quase 100% das residências regularizadas abastecidas com água tratada de acordo com levantamentos próprios da empresa. Em relação a coleta de esgoto sanitário a empresa afirma atender 74% da população, sendo que 75% do volume coletado é tratado nas estações de tratamento.
Porém a empresa afirma que a meta até o ano de 2025 é atender todos os domicílios da cidade de Goiânia com fornecimento de água tratada, e coleta e tratamento do esgoto. Logo se a Saneago conseguir atingir esta meta até o ano de 2025 levará a cidade de Goiânia a bons patamares que contribuem para o desenvolvimento econômico e social da cidade.

Recomendação pela ONU/OMS
A Organização das Nações Unidas (ONU) assegura que o tratamento de esgoto é um direito de todas as pessoas. Isso significa que:
ü  O acesso ao esgoto tratado é um direito legal, e não um bem ou serviço providenciado a título de caridade;
ü  Níveis básicos e melhorados de acesso devem ser alcançados cada vez mais rapidamente;
ü  Os “pior servidos” são mais facilmente remediados e, por conseguinte, as desigualdades mais rapidamente diminuídas.


Previsão de universalização do saneamento
Em 2011 foi assinado pela presidente Dilma Rousseff o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). O documento prevê metas a serem alcançadas até 2030.
Hoje, o percentual de tratamento da água é de 91% e deverá passar para 100%. Já o tratamento de esgoto, de apenas 35%, poderá chegar a 88%. Entre outros itens, o plano inclui incrementos qualitativos em abastecimento, coleta e destinação de resíduos e drenagem urbana.
De acordo com Leodegar Tiscoski, secretário nacional de Saneamento Ambiental, o montante necessário para universalizar, até 2030, o saneamento está previsto em R$ 410 bilhões. Desse total, R$ 157 bilhões vão para o esgotamento sanitário.

Influência nos sistemas de saúde
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das doenças que ocorrem nos países em desenvolvimento são ocasionados pela contaminação da água, e que a cada ano, 15 milhões de crianças de zero a cinco anos de idade morrem direta ou indiretamente pela falta ou deficiência dos sistemas de abastecimento de águas e esgotos. Ainda hoje, no Brasil, 55,5% da população não são atendidos por rede de esgoto, sendo 48,9% da área urbana e 84,2% da área rural (segundo relatório IBGE, 2000). No Brasil, 47,8% dos municípios não têm esgoto, o que afeta diretamente a qualidade das águas de rios, mares e lagoas das cidades brasileiras (segundo relatório do IBGE, 2000).
Esse grande número de águas contaminadas ocasionam graves problemas de saúde, como já mencionado, doenças como, por exemplo, as causadas por bactérias, vírus, vermes e protozoários como amebíase, febre tifóide, giardíase, hepatite tipo C e outras.
Assim, como conseqüência dos inúmeros problemas de saúde causados por águas contaminadas em função da deficiência dos sistemas de tratamento de esgoto, surge a necessidade de se investir cada vez mais em sistemas de saúde devido a grande parcela da população afetada pelas águas contaminadas.

Considerações Finais
Observa-se que o Brasil ainda precisa melhorar bastante os níveis esgotamento sanitário. A cobertura do serviço é insuficiente e muitas vezes atende uma pequena parte da população e determinada cidade ou região.
Algumas condições básicas de saneamento ainda não são satisfeitas nem mesmo em muitas residências espalhadas pelo país. Verifica-se que faltam instalações hidráulicas sanitárias domiciliares, o que certamente prejudica muito as condições de vida dessas famílias.
Outro fator interessante é que somente uma pequena parcela de esgoto é tratado e muitas vezes os efluentes e resíduos são lançados nos cursos d’água, acarretando impactos ambientais e a contaminação da água que é utilizada pela própria população. Com isso, sérios problemas de saúde surgem em função da água contaminada, o que leva o governo a ter que investir mais em sistemas de saúde. Isso poderia ser evitado se esse investimento fosse ser simplesmente em saneamento básico.
Contudo, verifica-se que na maioria dos casos o serviço de tratamento de esgoto não chega à população em função de aspectos políticos. Pelo fato de ser um serviço com valor muito alto e que pouca gente percebe sua importância, ou seja, não gera muitos votos, os representantes políticos preferem não investir tanto nesse serviço.

Referências Bibliográficas
ONU. O direito humano a água e saneamento. Disponível em: http://www.un.org/waterforlifedcade/pdf/hman_right_to_water_and_sanitation_media_brief_por.pdf. Acesso em 10 de março de 2013
SNIS. Dados saneamento básico brasileiro. Disponível em: http://www.snis.gov.br/. Acesso em 11 de março de 2013
Saneago. Dados de saneamento básico Goiânia. Disponível em: http://www.goianiabr.com.br/2012/08/goiania-e-26-em-saneamento-no-pais.html. Acesso em 12 de março de 2013
 Consequências contaminação agua. Disponível em:  http://www.e ducacao.cc/ambien tal/contaminacao-da-agua-causas-e-consequencias/ . Acesso em 13 de março de 2013
Universalização do saneamento. http://www.tratabrasil.org.br/a-universalizacao-do-saneamento-intelog-online-editorial  Acesso em 14 de março de 2013




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