domingo, 30 de março de 2014

Informações estatísticas sobre esgotamento sanitário - Goiânia Goias

Informações estatísticas sobre esgotamento sanitário
Statistical information on sewage
RHAMER, Maick Garcia¹
FERREIRA, Rodrigo Azevedo²
Resumo: O saneamento básico vem sendo uma das preocupações da ONU nos últimos anos, devido 40% da população mundial não possuir acesso a esgotamento sanitário. O Brasil está em um plano de desenvolvimento de políticas de saneamento básico a partir do Plansab, e a cidade de Goiânia está com bons índices de saneamento básico. Sendo que a meta brasileira de universalização é para o ano de 2030, logo tem se muito ainda que investir e muito a desenvolver na área do saneamento básico neste pais.
Palavras-chave: Saneamento básico, esgotamento sanitário, Plansab
Abstract: Sanitation has been a concern to the UN in recent years, because 40% of the world population does not have access to sanitation. Brazil is in a development plan policies for sanitation from PLANSAB, and the city of Goiânia this with good levels of sanitation. Since the Brazilian goal of universalization is for the year 2030, soon has still much to invest, and to develop the sanitation area in this country.
Key words: Sanitation, sewerage, PLANSAB

Introdução
Saneamento básico pode ser compreendido conforme a lei 11.445/07 como conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais e limpeza urbana.
O acesso as condições de saneamento básico é fundamental para a o crescimento populacional, pois propicia qualidade de vida a população e garante direitos básicos. Sendo que a falta de esgotamento sanitário pode contribuir para a proliferação de várias doenças, além do risco de contaminação da agua para consumo devido ao não tratamento do esgoto.
Nível Internacional de Saneamento Básico
O saneamento básico vem sendo uma das preocupações de liderança mundiais a anos conforme a Organizações das Nações Unidas ONU, vem buscando desde da década 70 diante das preocupações em levar agua potável aos países em desenvolvimento econômico e também potencializar o acesso à condições básicas de saneamento.
Segundo estudo publicado pela ONU em 2012 884 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável segura. Se for levado em questão a população mundial obtém-se um índice de 14% de pessoas sem acesso a água potável, sendo as dificuldades para o acesso tanto quanto geográfica como fatores políticos e financeiros.
A quantidade de pessoas que não tem acesso ao conjunto de serviços que consistem o saneamento básico de acordo com dados estatísticos publicados pela a ONU em 2012 chega a 40% da população mundial. Observa-se que a cada 10 pessoas no mundo 4 delas não possuem condições mínimas de saneamento, o que acarreta em inúmeros problemas de ordem social e saúde.
Nível Nacional de Saneamento Básico
O Brasil iniciou em 2007 um plano para levar universalização do saneamento básico no país, com o Plano Nacional de Saneamento Básico Plansab, a qual estabelece diretrizes para os municípios instituírem saneamento básico.
A distribuição de água potável no Brasil conforme pesquisa de levantamento de dados realizada pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento SNIS no de 2011 atinge 82,4% da população. Em quanto o atendimento em coleta de esgoto chega a 48,1% da população, sendo que somente 37,5% deste esgoto gerado recebe algum tipo de tratamento de acordo com o SNIS.
Logo verifica-se o baixo índice de tratamento de esgoto no país, sendo que os destinos dos esgotos coletados e não tratados normalmente são rios e córregos nos municípios, potencializando a poluição dos recursos hídricos e gerando problemas para as populações que dependem dos mananciais afetados.
Em relação ao conjunto de serviços denominados saneamento básico, os índices referentes ao acesso pela população brasileira são de 75% segundo o Programa de Monitoramento realizado pela Organização Mundial de Saúde no ano de 2006, referente a população urbana e rural.
Nível de Saneamento Básico em Goiânia
O Instituto Trata Brasil classificou a cidade de Goiânia em 26ª no ranking de Saneamento Básico em uma pesquisa realizada com as 100 maiores cidades brasileiras. O Instituto classificou o estado de Goiás como o 5º colocado em relação ao índice de saneamento nacional.
A SANEAGO (Saneamento de Goiás S/A) empresa que gerencia o sistema de tratamento de águas e esgoto da cidade de Goiânia, afirma que a cidade possui quase 100% das residências regularizadas abastecidas com água tratada de acordo com levantamentos próprios da empresa. Em relação a coleta de esgoto sanitário a empresa afirma atender 74% da população, sendo que 75% do volume coletado é tratado nas estações de tratamento.
Porém a empresa afirma que a meta até o ano de 2025 é atender todos os domicílios da cidade de Goiânia com fornecimento de água tratada, e coleta e tratamento do esgoto. Logo se a Saneago conseguir atingir esta meta até o ano de 2025 levará a cidade de Goiânia a bons patamares que contribuem para o desenvolvimento econômico e social da cidade.

Recomendação pela ONU/OMS
A Organização das Nações Unidas (ONU) assegura que o tratamento de esgoto é um direito de todas as pessoas. Isso significa que:
ü  O acesso ao esgoto tratado é um direito legal, e não um bem ou serviço providenciado a título de caridade;
ü  Níveis básicos e melhorados de acesso devem ser alcançados cada vez mais rapidamente;
ü  Os “pior servidos” são mais facilmente remediados e, por conseguinte, as desigualdades mais rapidamente diminuídas.


Previsão de universalização do saneamento
Em 2011 foi assinado pela presidente Dilma Rousseff o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). O documento prevê metas a serem alcançadas até 2030.
Hoje, o percentual de tratamento da água é de 91% e deverá passar para 100%. Já o tratamento de esgoto, de apenas 35%, poderá chegar a 88%. Entre outros itens, o plano inclui incrementos qualitativos em abastecimento, coleta e destinação de resíduos e drenagem urbana.
De acordo com Leodegar Tiscoski, secretário nacional de Saneamento Ambiental, o montante necessário para universalizar, até 2030, o saneamento está previsto em R$ 410 bilhões. Desse total, R$ 157 bilhões vão para o esgotamento sanitário.

Influência nos sistemas de saúde
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das doenças que ocorrem nos países em desenvolvimento são ocasionados pela contaminação da água, e que a cada ano, 15 milhões de crianças de zero a cinco anos de idade morrem direta ou indiretamente pela falta ou deficiência dos sistemas de abastecimento de águas e esgotos. Ainda hoje, no Brasil, 55,5% da população não são atendidos por rede de esgoto, sendo 48,9% da área urbana e 84,2% da área rural (segundo relatório IBGE, 2000). No Brasil, 47,8% dos municípios não têm esgoto, o que afeta diretamente a qualidade das águas de rios, mares e lagoas das cidades brasileiras (segundo relatório do IBGE, 2000).
Esse grande número de águas contaminadas ocasionam graves problemas de saúde, como já mencionado, doenças como, por exemplo, as causadas por bactérias, vírus, vermes e protozoários como amebíase, febre tifóide, giardíase, hepatite tipo C e outras.
Assim, como conseqüência dos inúmeros problemas de saúde causados por águas contaminadas em função da deficiência dos sistemas de tratamento de esgoto, surge a necessidade de se investir cada vez mais em sistemas de saúde devido a grande parcela da população afetada pelas águas contaminadas.

Considerações Finais
Observa-se que o Brasil ainda precisa melhorar bastante os níveis esgotamento sanitário. A cobertura do serviço é insuficiente e muitas vezes atende uma pequena parte da população e determinada cidade ou região.
Algumas condições básicas de saneamento ainda não são satisfeitas nem mesmo em muitas residências espalhadas pelo país. Verifica-se que faltam instalações hidráulicas sanitárias domiciliares, o que certamente prejudica muito as condições de vida dessas famílias.
Outro fator interessante é que somente uma pequena parcela de esgoto é tratado e muitas vezes os efluentes e resíduos são lançados nos cursos d’água, acarretando impactos ambientais e a contaminação da água que é utilizada pela própria população. Com isso, sérios problemas de saúde surgem em função da água contaminada, o que leva o governo a ter que investir mais em sistemas de saúde. Isso poderia ser evitado se esse investimento fosse ser simplesmente em saneamento básico.
Contudo, verifica-se que na maioria dos casos o serviço de tratamento de esgoto não chega à população em função de aspectos políticos. Pelo fato de ser um serviço com valor muito alto e que pouca gente percebe sua importância, ou seja, não gera muitos votos, os representantes políticos preferem não investir tanto nesse serviço.

Referências Bibliográficas
ONU. O direito humano a água e saneamento. Disponível em: http://www.un.org/waterforlifedcade/pdf/hman_right_to_water_and_sanitation_media_brief_por.pdf. Acesso em 10 de março de 2013
SNIS. Dados saneamento básico brasileiro. Disponível em: http://www.snis.gov.br/. Acesso em 11 de março de 2013
Saneago. Dados de saneamento básico Goiânia. Disponível em: http://www.goianiabr.com.br/2012/08/goiania-e-26-em-saneamento-no-pais.html. Acesso em 12 de março de 2013
 Consequências contaminação agua. Disponível em:  http://www.e ducacao.cc/ambien tal/contaminacao-da-agua-causas-e-consequencias/ . Acesso em 13 de março de 2013
Universalização do saneamento. http://www.tratabrasil.org.br/a-universalizacao-do-saneamento-intelog-online-editorial  Acesso em 14 de março de 2013




segunda-feira, 17 de março de 2014

Esgotamento sanitário e suas inovações tecnológicas



ESGOTAMENTO SANITÁRIO E SUAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

Jessika Satiko Hirata1
Lara Celma Gomes Silva2
Silvia Teresa Pinno3
Thaís Xavier Bauer4

RESUMO: O Saneamento Básico e suas vertentes estão sendo normatizados e regularizados por meio da implementação dos PNSB e PMSB no Brasil. O Esgotamento Sanitário, que está diretamente ligado à saúde da população, deve, então, ser estudado e consolidado por meio de técnicas inovadoras comumente utilizadas mundialmente. Os recentes métodos não destrutivos de instalação de novas redes e dutos subterrâneos (Perfuração Direcional ou Guiada, Tunnel Line) e os modernos sistemas de reabilitação de redes e dutos subterrâneos (Cured-in-Place Pipe e Pipe Bursting ou Pipe Cracking) são, portanto, estudados nesta pesquisa.

PALAVRAS-CHAVE: PNSB. PMSB. Esgotamento Sanitário. Inovações Tecnológicas.




SANEAMENTO BÁSICO

Advindo de discussões e da percepção de sua necessidade no Brasil, surgiu o Plano Nacional de Saneamento Básico (PNSB), que, previsto pela Lei 11445/2007, teve seu texto final publicado apenas em dezembro de 2013. Essa lei institui diretrizes nacionais e a política federal de Saneamento Básico e o define como o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas (BRASIL, 2007).
Como qualquer âmbito da construção civil, o Saneamento Básico necessita de tecnologias capazes de realizá-lo de modo a resultar em obras seguras e corretas (de acordo com as normas vigentes), de reduzir o desperdício e de aumentar sua qualidade. A comunidade científica, para tanto, busca avanços e inovações de modo a aperfeiçoar as tecnologias de construção ou de reparo.


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1 Graduanda em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso, e-mail: jessika.hirata@gmail.com
2 Graduanda em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso, e-mail: laracelma_12@hotmail.com
3 Graduanda em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso, e-mail: silvia.pinno@hotmail.com
4 Graduanda em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso, e-mail: thaisxbauer@gmail.com
 

ESGOTAMENTO SANITÁRIO

O tratamento de esgoto é indispensável. Não é possível continuar depositando todo o esgoto produzido nos mananciais hídricos superficiais brasileiros, porque a capacidade de autodepuração dos cursos d’água já não é mais eficiente, principalmente nos centros urbanos.
Entre a década de 1950 a 1960, muito pouco se investiu em esgotamento sanitário no Brasil. Nas décadas seguintes (1970 e 1980) esse aspecto teve uma melhora. Entretanto, há no país um grande déficit com relação à coleta e ao tratamento de esgoto. Atualmente o esgotamento sanitário tem recebido uma maior atenção por parte dos governantes, e recursos estão sendo disponibilizados para investir nessa área (LEONETI et al, 2011).
Como comprovado pela criação do PNSB, a infraestrutura do Saneamento Básico no país é precária e inclusive as regiões em que ela existe necessitam de obras que reparem e melhorem suas condições de funcionamento. Encontra-se, portanto, a necessidade de métodos tecnológicos e avançados para a realização desses reparos e da construção de redes coletoras e de sistemas de tratamento.
Tendo isso em vista, para a elaboração desta pesquisa investigaram-se algumas inovações tecnológicas referentes aos métodos não destrutivos de reabilitação dos sistemas de esgotamento sanitário (Cured-in-Place Pipe e Pipebursting/Pipecracking) e aos métodos não destrutivos de construção de redes coletoras (Perfuração Direcional ou Guiada e Tunnel Liner). Foca-se, portanto, nos sistemas de esgotamento sanitário.


MÉTODOS NÃO DESTRUTIVOS

Métodos não destrutivos são aqueles que suprimem ou extinguem a necessidade de escavações a céu aberto. Tendo em vista que comumente existe a necessidade de reabilitação e instalação de novos dutos e redes subterrâneas em áreas utilizadas pela população (vias públicas, por exemplo), os métodos não destrutivos têm vantagens sobre aqueles de escavação a céu aberto. Inclusive a diferença relativa entre os custos dos dois métodos dá vantagem ao primeiro, visto que a execução do último envolve complicações relativas a danos ambientais e custos sociais, retardamento de tráfego, por exemplo (ABRATT, s.d.).
Portanto, são estudados, a seguir, quatro métodos não destrutivos de instalação e reabilitação de dutos e redes subterrâneos.

MÉTODOS NÃO DESTRUTIVOS DE INSTALAÇÃO DE NOVOS DUTOS E REDES SUBTERRÂNEOS

Perfuração Direcional ou Guiada
A diferenciação entre esses dois termos é desnecessária, visto que os equipamentos responsáveis por suas execuções, atualmente, possuem capacidades semelhantes. São, também, métodos não destrutivos e suas execuções seguem duas etapas, segundo ABRATT (s.d., p. L2):
1.   Realiza-se um furo piloto ao longo do percurso projetado, por meio de máquina com alimentação de fluido, que é injetado no solo.
2. Executa-se, então, o alargamento do furo piloto, realizado no sentido inverso para que seja possível a acomodação da tubulação final.
Ainda de acordo com ABRATT (s.d., p. L1), “o traçado da perfuração pode ser reto ou ligeiramente curvo e a direção da perfuração pode ser ajustada em qualquer etapa do serviço para contornar obstáculos, passar sob rodovias, rios ou ferrovias”.
Abaixo, ilustrações sobre a técnica.

 
Figura 1 – Perfuração do furo pilo (Fonte: ABRATT)
Figura 2 – Alargamento e lançamento da tubulação final (Fonte: ABRATT)


Tunnel Liner
É o processo não destrutivo de construção de redes e dutos subterrâneos que apresenta em sua execução, simultaneamente, escavação manual do furo projetado e montagem de chapas de aço corrugado. As etapas de execução podem ser resumidas, segundo Nakamura (2012), em:
1.    Realização de sondagens à percussão para obter os parâmetros de nível do lençol freático e de Standart Penetration Test (SPT);
2.    Executa-se a escavação de poços de ataque estáveis nos quais pode ser necessária a instalação de bomba d’água elétrica submersa se houver vazamento de água de suas paredes ou do corpo dos locais escavados;
3.    Loca-se o eixo da obra e escava-se o túnel projetado;
4.    Simultaneamente vão sendo instalados os anéis de aço corrugado, cumprindo função de revestimento e contenção;
5.    Por fim, executam-se as bocas de jusante e montante em concreto.
Este não é um método novo, visto que era bastante utilizado nas décadas de 1980 e 1990, entretanto, é considerado competitivo com os outros métodos quando são exigidos menores diâmetros e trechos curtos (NAKAMURA, 2012).
A seguir, um esquema do processo.

 
Figura 3 – Esquema que mostra como o procedimento do Tunnel Liner é feito e não interfere na superfície e no tráfego. (Fonte: Armco Staco1)


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1 – Disponível em: <http://www.armcostaco.com.br/armco/Portugues/detProduto.php?codproduto=3>. Acesso em 08 mar. 2014.


MÉTODOS NÃO DESTRUTIVOS DE REABILITAÇÃO DE REDES E DUTOS SUBTERRÂNEOS

Cured-in-Place Pipe (CIPP)
Um método não destrutivo de reabilitação de redes e dutos subterrâneos bastante utilizado no mundo atualmente, o Cured-in-Place Pipe (CIPP) é um processo relativamente simples e muito eficaz para o que se propõe e pode ser definido como a “técnica de inserção de revestimento, com cura in loco, empregando manta com resina epóxi ou de poliéster, utilizando água quente na aplicação, no interior de tubulações existentes” (PND, s.d.).
Seu objetivo é reparar tubulações inteiras ou apenas partes, de modo em que elas, reforçadas com uma “segunda tubulação” possam desempenhar suas funções normalmente. De acordo com ABRATT (s.d.), o processo da aplicação de CIPP é dado por:
1.  Inspeciona-se a rede a ser recuperada por meio de Circuito Fechado de TV (CFTV) em busca de possíveis depósitos e entulhos; executa-se, então, a limpeza cuidadosa destes materiais, buscando não infligir ainda mais danos à tubulação. Recomenda-se nova inspeção após a limpeza;
2.  Introduz-se, na tubulação, um revestimento de tecido de feltro de poliéster recoberto por resina de poliuretano, de polietileno, entre outros. Esta introdução é feita por meio de puxamento por guincho ou por processo de inversão (o revestimento é invertido por meio do tubo de inversão no momento de sua introdução na tubulação, utiliza-se ar ou água para esta inversão;
3.   Executa-se a cura da resina utilizada por meio de água (cura realizada por meio do aquecimento da água inserida no interior do revestimento e há posterior resfriamento do líquido), de luz ultravioleta (cura realizada por meio da introdução da fonte de luz ultravioleta, inflação e aplicação de pressão nas paredes do revestimento) ou da temperatura ambiente;
4.  Após a cura da resina, retiram-se os materiais que estejam dentro do tubo (água, fonte de luz ultravioleta);
5.    Aparam-se, por fim, as extremidades do revestimento.
Esse método é bastante vantajoso, tendo em vista que permite reparos pontuais, restabelece a integridade estrutural da tubulação e provoca aumento da capacidade de fluxo, uma vez que o acabamento sem rugosidade facilita a passagem dos resíduos (aumentando sua velocidade) otimiza a resistência à abrasão e à corrosão (FERNCO, s.d.).
Ilustração do método:

 
Figura 4 – Início da inversão do revestimento no tubo a ser reparado. (Fonte: ABRATT)

Figura 5 – Conclusão da inversão do revestimento. (Fonte: ABRATT)


Pipe Bursting ou Pipe Cracking
Neste método utiliza-se arrebentamento da tubulação existente ao mesmo tempo em que ocorre sua troca. Seu objetivo é substituir tubulações que apresentem capacidade inadequada em relação às solicitações ou que não admitam recuperação devido à precária situação estrutural.
“O sistema de substituição direta mais usado é o de arrebentamento da rede, no qual uma ferramenta de percussão ou um expansor hidráulico arrebenta a rede existente enquanto uma nova tubulação final é puxada ou empurrada em substituição, atrás da ferramenta” (ABRATT, s.d., p. J1).
De acordo com ABRATT (s.d.), este método executa a substituição de tubulações por meio de Arrebentamento por Percussão (Dinâmico) com Guincho Hidrostático ou por Arrebentamento com Sistema Hidráulico (Estático).
A seguir, algumas ilustrações sobre o método.

Figura 6 – Substituição de tubulações por arrebentamento por percussão (dinâmico) com guincho hidrostático. (Fonte: ABRATT)
Figura 7 – Substituição de tubulações por arrebentamento com sistema hidráulico (estático). (Fonte: ABRATT)


         ATUAL SITUAÇÃO TECNOLÓGICA EM RELAÇÃO AO ESGOTAMENTO SANITÁRIO DO BRASIL E DE MATO GROSSO

O Brasil já dispõe de empresas que oferecem a prestação de serviços de implantação dos métodos exemplificados anteriormente e, dentre elas, destacam-se O-tek, Sanit Engenharia e PND. Entretanto, em esmagadora maioria, nota-se que essa espécie de métodos é executada na região Sudeste do país, que é a mais desenvolvida tecnologicamente e a que contempla o centro econômico brasileiro. Portanto, o Estado de Mato Grosso e outros Estados brasileiros encontram-se defasados em relação à aplicação desses métodos.
Pelo PNSB, porém, percebe-se que o Saneamento Básico (incluindo o esgotamento sanitário) não recebe a devida atenção no Brasil. Mesmo que haja a obrigatoriedade da elaboração do PMSB e que sua falta provoque negação ao acesso a recursos orçamentários da União e a financiamentos federais, apenas 10,9% das Prefeituras brasileiras possuíam o PMSB em 2011, de acordo com IBGE (2011 apud BRASIL, 2013). Espera-se que esta realidade mude rapidamente e que o acordado nos PMSB’s seja realmente implantado, uma vez que ele está intrinsecamente ligado à qualidade de vida da população, visto que a instalação e a reparação dos sistemas de Saneamento Básico influenciam enormemente os índices de saúde das comunidades.
Do exposto percebe-se a importância das técnicas e métodos de construção e reabilitação dos sistemas de esgotamento sanitário. A execução correta desses métodos e o aumento de incidência desse tipo de obras beneficiam as comunidades, uma vez que sua existência previne inúmeras doenças, influenciando diretamente a saúde da população. Como todas as áreas da Engenharia, o Saneamento Básico e suas tecnologias estão em constante transição e evolução. Isso permite inferir que os profissionais de Engenharia devem buscar atualização e reciclagem de conhecimentos continuamente a fim de que não ofereçam apenas obras com ideias convencionais e pouco inovadoras.



 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABRATT. Diretrizes dos Métodos Não Destrutivos. Associação Brasileira de Tecnologia não Destrutiva. Disponível em: <http://www.abratt.org.br/diretrizes_mnd.pdf>. Acesso em: 08 mar. 2014.

BRASIL. Decreto-Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ _ato2007-2010/2007/lei/l11445.htm>. Acesso em: 08 mar. 2014.

BRASIL. Ministério das Cidades. PLANSAB - Plano Nacional de Saneamento Básico. Brasília: Ministério das Cidades-Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, 2013. Disponível em: < http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSNSA/Arquivos_PDF/ plansab_06-12-2013.pdf>. Acesso em 08 mar. 2014.

FERNCO.  Sistema PipePatch. Manual. Disponível em: <http://www.fernco.com.br/pipepatc h/sistema-nao-destructivo>. Acesso em 08 mar. 2014.

LEONETI, A. Bevilacqua; PRADO, Eliana Leão do; OLIVEIRA Sonia V. W. Borges de. Saneamento básico no Brasil: considerações sobre investimentos e sustentabilidade para o século XXI. Revista de Administração Pública, vol. 45, n. 2 (2011).

NAKAMURA, Juliana. Execução de Tunnel Liner. Infraestrutura Urbana. 18ª ed. Set./2012. Disponível em: <http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/18/artigo 265044-1.aspx>. Acesso em 08 mar. 2014.

PND. A4 – CIPP. Manual. Disponível em: < http://www.pnd-sp.com.br/pagina_meto dosnaodestrutivos_a4.shtml>. Acesso em 08 mar. 2013.