Informações
estatísticas sobre esgotamento sanitário
Statistical
information on sewage
RHAMER,
Maick Garcia¹
FERREIRA,
Rodrigo Azevedo²
Resumo: O saneamento básico vem sendo uma das preocupações da ONU
nos últimos anos, devido 40% da população mundial não possuir acesso a
esgotamento sanitário. O Brasil está em um plano de desenvolvimento de políticas
de saneamento básico a partir do Plansab, e a cidade de Goiânia está com bons
índices de saneamento básico. Sendo que a meta brasileira de universalização é para
o ano de 2030, logo tem se muito ainda que investir e muito a desenvolver na
área do saneamento básico neste pais.
Palavras-chave: Saneamento básico, esgotamento sanitário, Plansab
Abstract: Sanitation has been a concern to the UN in recent years, because
40% of the world population does not have access to sanitation. Brazil is in a
development plan policies for sanitation from PLANSAB, and the city of Goiânia
this with good levels of sanitation. Since the Brazilian goal of
universalization is for the year 2030, soon has still much to invest, and to
develop the sanitation area in this country.
Key words: Sanitation, sewerage, PLANSAB
Introdução
Saneamento
básico pode ser compreendido conforme a lei 11.445/07 como conjunto de serviços,
infraestruturas e instalações operacionais de: abastecimento de água,
esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais e limpeza urbana.
O
acesso as condições de saneamento básico é fundamental para a o crescimento
populacional, pois propicia qualidade de vida a população e garante direitos
básicos. Sendo que a falta de esgotamento sanitário pode contribuir para a
proliferação de várias doenças, além do risco de contaminação da agua para
consumo devido ao não tratamento do esgoto.
Nível Internacional
de Saneamento Básico
O
saneamento básico vem sendo uma das preocupações de liderança mundiais a anos
conforme a Organizações das Nações Unidas ONU, vem buscando desde da década 70
diante das preocupações em levar agua potável aos países em desenvolvimento
econômico e também potencializar o acesso à condições básicas de saneamento.
Segundo
estudo publicado pela ONU em 2012 884 milhões de pessoas no mundo não tem
acesso a água potável segura. Se for levado em questão a população mundial obtém-se
um índice de 14% de pessoas sem acesso a água potável, sendo as dificuldades
para o acesso tanto quanto geográfica como fatores políticos e financeiros.
A
quantidade de pessoas que não tem acesso ao conjunto de serviços que consistem
o saneamento básico de acordo com dados estatísticos publicados pela a ONU em
2012 chega a 40% da população mundial. Observa-se que a cada 10 pessoas no
mundo 4 delas não possuem condições mínimas de saneamento, o que acarreta em
inúmeros problemas de ordem social e saúde.
Nível Nacional de
Saneamento Básico
O
Brasil iniciou em 2007 um plano para levar universalização do saneamento básico
no país, com o Plano Nacional de Saneamento Básico Plansab, a qual estabelece
diretrizes para os municípios instituírem saneamento básico.
A
distribuição de água potável no Brasil conforme pesquisa de levantamento de
dados realizada pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento SNIS no
de 2011 atinge 82,4% da população. Em quanto o atendimento em coleta de esgoto
chega a 48,1% da população, sendo que somente 37,5% deste esgoto gerado recebe
algum tipo de tratamento de acordo com o SNIS.
Logo
verifica-se o baixo índice de tratamento de esgoto no país, sendo que os
destinos dos esgotos coletados e não tratados normalmente são rios e córregos
nos municípios, potencializando a poluição dos recursos hídricos e gerando
problemas para as populações que dependem dos mananciais afetados.
Em
relação ao conjunto de serviços denominados saneamento básico, os índices
referentes ao acesso pela população brasileira são de 75% segundo o Programa de
Monitoramento realizado pela Organização Mundial de Saúde no ano de 2006,
referente a população urbana e rural.
Nível de Saneamento
Básico em Goiânia
O Instituto Trata Brasil classificou a cidade de Goiânia
em 26ª no ranking de Saneamento Básico em uma pesquisa realizada com as 100
maiores cidades brasileiras. O Instituto classificou o estado de Goiás como o
5º colocado em relação ao índice de saneamento nacional.
A SANEAGO (Saneamento de Goiás S/A) empresa que gerencia
o sistema de tratamento de águas e esgoto da cidade de Goiânia, afirma que a
cidade possui quase 100% das residências regularizadas abastecidas com água
tratada de acordo com levantamentos próprios da empresa. Em relação a coleta de
esgoto sanitário a empresa afirma atender 74% da população, sendo que 75% do
volume coletado é tratado nas estações de tratamento.
Porém a empresa afirma que a meta até o ano de 2025 é
atender todos os domicílios da cidade de Goiânia com fornecimento de água
tratada, e coleta e tratamento do esgoto. Logo se a Saneago conseguir atingir
esta meta até o ano de 2025 levará a cidade de Goiânia a bons patamares que
contribuem para o desenvolvimento econômico e social da cidade.
Recomendação pela
ONU/OMS
A Organização das Nações Unidas (ONU) assegura que o
tratamento de esgoto é um direito de todas as pessoas. Isso significa que:
ü O acesso ao esgoto tratado é um direito
legal, e não um bem ou serviço providenciado a título de caridade;
ü Níveis básicos e melhorados de acesso devem
ser alcançados cada vez mais rapidamente;
ü Os “pior servidos” são mais facilmente
remediados e, por conseguinte, as desigualdades mais rapidamente diminuídas.
Previsão de
universalização do saneamento
Em
2011 foi assinado pela presidente Dilma Rousseff o Plano Nacional de Saneamento
Básico (Plansab). O documento prevê metas a serem alcançadas até 2030.
Hoje, o percentual de
tratamento da água é de 91% e deverá passar para 100%. Já o tratamento de
esgoto, de apenas 35%, poderá chegar a 88%. Entre outros itens, o plano inclui
incrementos qualitativos em abastecimento, coleta e destinação de resíduos e
drenagem urbana.
De acordo com Leodegar
Tiscoski, secretário nacional de Saneamento Ambiental, o montante necessário
para universalizar, até 2030, o saneamento está previsto em R$ 410 bilhões. Desse
total, R$ 157 bilhões vão para o esgotamento sanitário.
Influência nos
sistemas de saúde
Segundo
dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das doenças que ocorrem nos
países em desenvolvimento são ocasionados pela contaminação da água, e que a
cada ano, 15 milhões de crianças de zero a cinco anos de idade morrem direta ou
indiretamente pela falta ou deficiência dos sistemas de abastecimento de águas
e esgotos. Ainda hoje, no Brasil, 55,5% da população não são atendidos por rede
de esgoto, sendo 48,9% da área urbana e 84,2% da área rural (segundo relatório
IBGE, 2000). No Brasil, 47,8% dos municípios não têm esgoto, o que afeta
diretamente a qualidade das águas de rios, mares e lagoas das cidades brasileiras
(segundo relatório do IBGE, 2000).
Esse
grande número de águas contaminadas ocasionam graves problemas de saúde, como
já mencionado, doenças como, por exemplo, as causadas por bactérias, vírus,
vermes e protozoários como amebíase, febre tifóide, giardíase, hepatite tipo C
e outras.
Assim,
como conseqüência dos inúmeros problemas de saúde causados por águas
contaminadas em função da deficiência dos sistemas de tratamento de esgoto,
surge a necessidade de se investir cada vez mais em sistemas de saúde devido a
grande parcela da população afetada pelas águas contaminadas.
Considerações Finais
Observa-se que o Brasil ainda precisa melhorar bastante
os níveis esgotamento sanitário. A cobertura do serviço é insuficiente e muitas
vezes atende uma pequena parte da população e determinada cidade ou região.
Algumas condições básicas de saneamento ainda não são
satisfeitas nem mesmo em muitas residências espalhadas pelo país. Verifica-se
que faltam instalações hidráulicas sanitárias domiciliares, o que certamente
prejudica muito as condições de vida dessas famílias.
Outro fator interessante é que somente uma pequena
parcela de esgoto é tratado e muitas vezes os efluentes e resíduos são lançados
nos cursos d’água, acarretando impactos ambientais e a contaminação da água que
é utilizada pela própria população. Com isso, sérios problemas de saúde surgem
em função da água contaminada, o que leva o governo a ter que investir mais em
sistemas de saúde. Isso poderia ser evitado se esse investimento fosse ser
simplesmente em saneamento básico.
Contudo, verifica-se que na maioria dos casos o serviço
de tratamento de esgoto não chega à população em função de aspectos políticos.
Pelo fato de ser um serviço com valor muito alto e que pouca gente percebe sua
importância, ou seja, não gera muitos votos, os representantes políticos
preferem não investir tanto nesse serviço.
Referências
Bibliográficas
ONU. O direito humano a água e saneamento. Disponível
em: http://www.un.org/waterforlifedcade/pdf/hman_right_to_water_and_sanitation_media_brief_por.pdf.
Acesso em 10 de março de 2013
SNIS. Dados
saneamento básico brasileiro. Disponível em: http://www.snis.gov.br/. Acesso
em 11 de março de 2013
Saneago.
Dados
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Consequências contaminação agua. Disponível
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. Acesso em 13 de março de
2013
Universalização do saneamento. http://www.tratabrasil.org.br/a-universalizacao-do-saneamento-intelog-online-editorial Acesso
em 14 de março de 2013